Voluntários promovem feira de saúde em unidades da FAS

Jovens voluntários da Igreja Adventista de Curitiba promovem nesta quarta-feira (20) uma Feira de Saúde na Casa de Passagem Indígena e na Casa de Passagem Feminina e LBT, coordenadas pela Fundação de Ação Social (FAS). Tanto os indígenas como as mulheres em situação de rua atendidas pelas respectivas unidades poderão fazer testes de glicemia, percentual de gordura e aptidão, além de outros serviços.

De acordo com o coordenador de projetos sociais da Associação Sul Brasileira da Igreja Adventista, Rodrigo Hahn, o objetivo é estimular os jovens a dedicarem suas férias para ajudar quem mais precisa. “A ideia de estreitar laços com o município foi para ampliar o alcance das nossas ações. Faltava essa orientação de como melhor atuar e como poderíamos chegar até as pessoas que estão mais vulneráveis e a FAS tem esse conhecimento”, disse. Cerca de 120 jovens participam da feira que vai até às 20 horas desta quarta-feira.

“É gratificante ver jovens aproveitando suas férias para fazer essa feira de solidariedade e é uma prova de como o poder público pode atuar em parceria com a sociedade civil pelo bem de toda a comunidade”, reforçou a diretora de Proteção Social Especial da FAS, Angela Mendonça.

Os voluntários irão participar de outras ações e campanhas da FAS ao longo do ano.

As unidades

A Casa de Passagem Indígena foi aberta em caráter emergencial em janeiro do ano passado para o atendimento de indígenas que chegam de outras cidades a Curitiba com a intenção de comercializar seu artesanato, mas acabavam ficando em situação de rua, principalmente na região central da cidade.

Na ocasião, a Prefeitura também fez a interlocução com todos os órgãos responsáveis por este atendimento, como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o governo do Estado do Paraná, onde foram pactuados compromissos entre todos os envolvidos. Contudo, no momento a Prefeitura de Curitiba mantém sozinha a Casa de Passagem Indígena.

Já a Casa de Passagem Feminina e LBT, inédita no Brasil, faz parte do processo de reordenamento do atendimento à população em situação de rua na cidade. Até 2012, um único espaço – que funcionava através de convênio entre a Prefeitura e uma entidade social – fazia o trabalho de acolhimento da população em situação de rua. A partir de 2013, oito novos espaços (oficiais da Prefeitura) foram abertos para o atendimento desta população. Com o apoio de entidades conveniadas, as unidades de acolhimento são agora 19 em toda a cidade.

As novas unidades – que funcionam em espaços menores para um atendimento individualizado e direcionadas a públicos diferentes (homens, mulheres, idosos e crianças e adolescentes) – representaram um aumento de 52% no número de vagas para a albergagem noturna, que hoje ultrapassa as mil.